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MÓDULO VIII
Introdução
Cocaína
Anfetamina e análogos
Álcoois
Inalantes
Opiáceos e opióides
Maconha
Anticolinérgicos
Drogas da noite
Drogas usadas em assaltos e estupros
Medidas de prevenção
Intoxicação por Drogas de Abuso  

 

 

Definição  

A maconha (palavra de origem angolana) é uma das drogas mais antigas extraídas de plantas. Os registros mais remotos datam de 2 723 a.C. ela é obtida das folhas da extremidade florida do cânhamo (Cannabis sativa), uma planta arbustiva de origem asiática. A substância ativa está contida em todas as partes da planta e corresponde ao δ-9-tetrahidrocanabinol ou THC

Ela é conhecida como haxixe, no Oriente Médio e Norte da África, charas, no Extremo Oriente e marijuana, no México e Estados Unidos. No Brasil os termos populares mais usados são: baseado, fininho, bomba, fumo, erva, etc.

Algumas preparações surgidas recentemente receberam novos nomes:
Amp joint: maconha embebida em formaldeído, seca e posteriormente fumada.
Skunk: maconha de laboratório, cultivada em condições especiais, com finalidade de obter concentrações 7 a 10 vezes maiores de δ-9-THC, também chamada de "super maconha".

A única indicação terapêutica aprovada é restrita ao uso de δ-9-THC sintético como alternativa ao tratamento antiemético, quando pacientes portadores de câncer e submetidos à quimioterapia, não respondem adequadamente ao tratamento convencional. O δ-9-THC sintético é comercializado nos Estados Unidos com o nome comercial de Marinol®.

Mecanismo de ação

A ação do δ-9-THC no sistema nervoso central se traduz pela fixação sobre os receptores canabinóides presentes no cerebelo, hipocampo e córtex, que pertencem à família da proteína G . Os efeitos psíquicos são muito variáveis, dependendo de expectativas individuais, estado de espírito etc. e os funcionais, mesmo cardiovasculares ou respiratórios, não chegam a ameaçar a vida, mesmo em exposição a doses elevadas.

 

 

 

 

 

 

 


Toxicocinética

A absorção se dá por via respiratória, em minutos, e oral, em 1 a 4h, e mais lentamente, por via digestiva, sobretudo quando há presença de alimentos no tubo gastrintestinal. A meia-vida é de 28 h, nas pessoas dependentes, e de 57 h em não-dependentes, com um armazenamento em tecido adiposo. Após metabolismo hepático e, secundariamente em outros tecidos, como os pulmões, o subproduto principal é o 11-hidroxi-THC, que se encontra em quantidades significativas no sangue e pode ser detectado laboratorialmente em até 1 semana a mais de 3 meses. A excreção dos diferentes metabólitos do TCH pode ser freada por uma provável circulação entero-hepática.

Quadro clínico

Sintomas cardiovasculares e respiratórios podem aparecer, com taquicardia relacionada à dose, vasodilatação da conjuntiva ocular, hipotensão postural e lipotímia, complicações agudas em portadores de cardiopatias e usuários muito jovens, irritação de vias aéreas superiores, bronquite e enfisema, câncer de orofaringe e pulmão.

Os sinais psíquicos dependem da expectativa do usuário, sua experiência prévia e "estado de espírito" no momento da absorção e incluem relaxamento, diminuição da ansiedade, euforia, hilaridade espontânea, aumento do apetite, prejuízo da memória de curto prazo, alteração da percepção espaço-tempo, aumento subjetivo da percepção sensorial, exacerbação de transtornos "neuróticos" e "psicóticos" pré-existentes.

 

Tratamento

Ele se baseia essencialmente na descontaminação, tratamento sintomático e suporte.
É necessário informar que os sintomas desaparecem em aproximadamente 8 horas (exceto, na absorção de produtos concentrados), e que o risco de overdose letal é mínimo (não há registro de óbitos por maconha e derivados exclusivamente).

 

 

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