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MÓDULO VII
Introdução
Cáusticos
Sabões e detergentes
Desodorizantes
Repelentes de insetos
polidores de metal
Pilhas e baterias
Derivados de petróleo de uso doméstico
Tintas, vernizes e lacas
Colas e adesivos
Cosméticos
Outros
Medidas de Prevenção
Intoxicação por Produtos de Uso Doméstico  

 


Considerações gerais

Os hidrocarbonetos são derivados da destilação do petróleo. Desses, os produtos líquidos são usados principalmente como combustíveis e solventes e classificados em:
Os compostos alifáticos, cuja fórmula compreende cadeias abertas, agrupam diversos produtos como destilados minerais, gasolina, lubrificantes, óleos minerais, metano e etano, ditos gases naturais, propano ou gás propano, butano ou gás butano e hexano (usado na composição de solventes).

HEXANO
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Fórmula plana

Compostos halogenados, cuja fórmula comporta elementos químicos do grupo 17, da tabela periódica dos elementos e que são o flúor, cloro, bromo, iodo e astato ou astatínio, formando compostos como o cloreto de metileno, clorofórmio (usado em solventes), tetracloreto de carbono (usado em solventes), tetracloroetileno e tricloroetano (usado em removedores de manchas e corretivos líquidos), tricloroetileno (usado em líquidos corretivos), dicloroetano (usado em solventes), diclorometano (usado em solventes), percloroetileno (usado em agentes de limpeza a seco), fluorcarbonetos (usados como propelentes em aerossóis, refrigerantes).

CLOROFÓRMIO
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Fórmula plana


Compostos aromáticos, cuja fórmula compreende cadeias cíclicas, tais como benzeno e tolueno (usado em solventes), xileno, nafta.
Nota: o querosene tem menos de 22% de hidrocarbonetos aromáticos. A nafta leve é uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos com cinco a seis átomos de carbono por molécula. A nafta pesada é também uma mistura dos dois tipos de hidrocarbonetos, mas as moléculas que a compõem têm de sete a nove átomos de carbono.

TOLUENO
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Cetonas, constituídas de uma cadeia formada por átomos de carbono e hidrogênio, associados a um radical =O, sua forma mais simples é representada pela acetona (utilizada como removedor de esmalte).

ACETONA
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Derivados nitrogenados, formados por um anel benzênico, ao qual se associa um radical nitrogenado –NH2 anilinas (utilizados como solventes e tintas), eles são representados pela anilina que entra na constituição de vários tipos de corantes de tintas, vernizes, lacas, resinas, perfumes, químicos fotográficos e plásticos.

ANILINA
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Fórmula plana





Toxicocinética

Todos os derivados de petróleo são lipofílicos. Os de cadeias mais curtas são voláteis e facilmente absorvidos pela pele, mas, sobretudo pela via respiratória, alcançando elevadas concentrações plasmáticas e chegando rapidamente ao cérebro e tecidos adiposos. A mucosa respiratória absorve 140 vezes mais que a digestiva.

O volume de distribuição é elevado. Os hidrocarbonetos aromáticos e alguns halogenados são metabolizados no fígado por oxidação e posteriormente conjugados com a glicina. Alguns hidrocarbonetos alifáticos e halogenados, assim como as cetonas, são eliminados pela via respiratória, enquanto que os derivados conjugados são eliminados pela urina.

Toxicodinâmica

Os derivados de petróleo de baixa viscosidade, tais como gasolina, diesel, querosene, tiner, fenol, tetracloreto de carbono, acetona, terebintina, benzeno, tolueno têm uma ação diretamente associada com a sua viscosidade e tensão superficial . Eles têm grande poder de penetração no organismo, inclusive por via inalatória, e, devido à sua ampla distribuição, causam efeitos sistêmicos

Em troca, os de alta viscosidade (óleos e graxas, por exemplo) agem localmente, devido a sua dificuldade de penetração por todas as vias.

Manifestações clínicas


Alguns hidrocarbonetos são capazes de provocar queimaduras químicas, como é o caso do álcool isopropílico, cresol, fenol, formaldeído, gasolina, metilclorofórmio, naftaleno, óleo de pinho, percloroetileno e xileno.

No contato com a pele, causam lesões tipo dermatite eczematóide.

A exposição parenteral provoca alterações do tecido adiposo, conjuntivo e muscular, que se traduzem por celulite, abscesso e fasceíte.

A ingestão e a aspiração suscitam queimaduras diretas das mucosas da orofaringe e das vias respiratórias, gerando tosse, dispnéia, cianose, edema e hemorragia mucosa e alveolar, insuficiência respiratória, edema agudo do pulmão, náusea, vômitos e epigastralgias. Os sintomas reveladores das lesões neurológicas são fraqueza, cefaléia, visão borrada, confusão mental, alucinações, incoordenação, convulsão, coma, taquicardia, instabilidade da pressão arterial, parada cardiorrespiratória, arritmias, espasmo coronariano e morte súbita.

Convulsões, arritmias, cianose, dano hepático, falência renal e rabdomiólise são sinais indicativos de gravidade por depressão profunda do sistema nervoso central. A presença na urina ou sangue de quantidades apreciáveis de alguns destes tóxicos pode confirmar o diagnóstico.

Tratamento

Medidas iniciais:

• Suporte básico das funções vitais.
• Descontaminação externa ampla e assistência respiratória.
• Radiografia de tórax mostra imagens entre 2 e 18 h da exposição aos produtos.

Em caso de ingesta de pequenas quantidades (5 a 10mL):

• Avaliar função pulmonar (gasometria, espirometria e controle radiológico até o 5º dia).

Em caso de ingesta maciça (maior que 30 mL) ou quando a ingesta associa outras substâncias mais tóxicas (p.ex. agrotóxicos), deve-se praticar:

• lavagem gástrica cuidadosa, com intubação endotraqueal prévia, e no máximo até 2 horas da ingestão de grandes volumes;
• manutenção do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico;
• nos casos graves: avaliar função renal e hepática;.
• atenção especial para pneumonite química;
• demais medidas sintomáticas e de manutenção.

Tratamento sintomático:

• Broncoespasmo: usar broncodilatadores.
• Adrenalina e isoproterenol: podem provocar arritmia ventricular por sensibilização do miocárdio às catecolaminas (utilizar somente na eventual ressuscitação cardíaca). Nas arritmias, usar adenosina, lidocaína ou betabloqueadores, segundo o tipo de transtorno.
• Agitação ou delírio: os sedativos de preferência são benzodiazepínicos, podendo ser administrados tanto por via endovenosa, como por via oral.
• Nas metemoglobinemias provocada pelas anilinas superiores a 20% ou em caso de hipóxia: aportar oxigênio e azul de metileno.

A administração de carvão ativado não é útil, por causa da fraca adsorção desses produtos.

Está formalmente CONTRA-INDICADA a indução de vômitos, devido ao risco de inalação, e o aporte de alimentos ou laxantes oleosos, que aumentam a absorção.

 

 
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