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MÓDULO VII
Introdução
Cáusticos
Sabões e detergentes
Desodorizantes
Repelentes de insetos
polidores de metal
Pilhas e baterias
Derivados de petróleo de uso doméstico
Tintas, vernizes e lacas
Colas e adesivos
Cosméticos
Outros
Medidas de Prevenção
Intoxicação por Produtos de Uso Doméstico  

 


Considerações gerais  

Adesivo é um termo genérico que denomina uma categoria de produtos cuja finalidade é prender, ligar, ou ajuntar dois objetos e que pode referir-se a cola, pasta, mucilagem ou cimento.

Colas a base de cianoacrilato

As colas a base de cianoacrilato são adesivos instantâneos de baixa toxicidade. Produzem transtornos decorrentes de sua secagem extremamente rápida, principalmente quando entram em contato com a pele úmida dos dedos, pálpebras e lábios, ou com mucosas.

Manifestações clínicas

Sua sintomatologia está relacionada com a irritação mecânica, e não produzem quadro tóxico.

Tratamento

O elemento mais importante do tratamento é o de evitar toda tentativa brusca de separação das superfícies aderidas. Não há necessidade de intervenção cirúrgica para separá-las. A aplicação de água morna com sabão e a tração delicada das superfícies são suficientes, mesmo que este procedimento possa levar algum tempo. O uso de óleo mineral, óleo vegetal ou vaselina ajuda a remover os fragmentos de cola aderidos.

Não usar água muito quente, nem acetona ou álcool, principalmente na região próxima aos olhos. No caso de oclusão das pálpebras pela cola, deve-se aplicar compressas mornas, seguida de oclusão das pálpebras com pomada oftálmica, até abertura das mesmas, o que ocorre espontaneamente em até 4 dias. Nesse período, o acompanhamento pelo oftalmologista é necessário. Nos lábios, aplica-se água morna em abundância, solicitando-se que o próprio paciente faça pressão da saliva para fora da boca.

Cola de sapateiro  

A cola de sapateiro é usada como adesivo para couros, mas pode ser também usada como droga de abuso. Sua composição inclui hidrocarbonetos aromáticos, tolueno e/ou xileno, empregados como solventes.

Mecanismo de ação

Estes solventes são lipossolúveis e atravessam a membrana hemato-encefálica levando a alterações do estado de consciência desde a leve tontura até a potente depressão do sistema nervoso central. Algumas dessas substâncias, como o tolueno, produzem um sentimento de gratificação por ação sobre o sistema nervoso, levando à auto-administração e à dependência.

Cinética

Muito bem absorvidos por via oral e respiratória, os solventes aromáticos atingem rapidamente o cérebro e demais órgãos, após administração. Devido à sua alta solubilidade, armazenam-se no tecido adiposo, bem como no tecido cerebral. O metabolismo hepático os transforma em ácido benzóico (80%da dose de tolueno absorvida). A meia vida é de 12 h, com eliminação na forma inalterada pelos pulmões, e mais lentamente pela urina, sob a forma de ácido hipúrico.

Para o tolueno, há risco imediato de morte em concentração no ar de 2000 ppm.

Manifestações clínicas


A tolerância ao solvente é rápida, sendo necessário aumentar a dose para conseguir um mesmo efeito anterior. A euforia (“high”) usual começa em alguns minutos e dura de 15 a 45 min, período no qual o indivíduo sente vertigem e tontura. A maioria dos usuários descreve um decréscimo das inibições, uma sensação de “estar flutuando”, percepções errôneas ou ilusões, obnubilação, sonolência e, ocasionalmente, amnésia durante o pico da inalação.

Nos casos de intoxicação aguda, o paciente pode apresentar hiperemia ocular, fotofobia, diplopia, zumbidos, irritação da mucosa nasal, tosse, edema pulmonar, risco de pneumonia química, náusea, vômitos, diarréia, arritmias, lentificação das ondas registradas na eletroencefalografia, reações de pânico, depressão respiratória, complicações neurológicas, com distúrbios de memória, cefaléia e coma, hepatite com possível insuficiência hepática, insuficiência renal, fraqueza dos músculos esqueléticos por destruição muscular e morte.

Tratamento

Não há antídoto específico. Os distúrbios são transitórios e desaparecem com as medidas de suporte dos parâmetros vitais, e sobretudo do controle da função respiratória e das arritmias. Raramente as análises laboratoriais são úteis para estabelecer o diagnóstico, sendo, no entanto, de grande valia para o acompanhamento das complicações: eletroencefalografia, eletrocardiografia, gasometria, hemograma, provas de função renal e hepática, radiologia pulmonar.

 

Resinas Epóxi  

Trata-se de um sistema composto por uma resina e um agente de cura (endurecedor ou acelerador).

Toxicidade

Ela é atribuída aos agentes de cura (aminas inorgânicas), que são irritantes e sensibilizantes da pele e mucosas. A absorção é cutânea e pelas e mucosas, com efeitos hépatotóxicos e neurotóxicos.
Têm uma baixa absorção por via digestiva.
Uma vez a resina curada, solidificada, ela deixa de ser tóxica.

Quadro Clínico

Os vapores de aminas podem provocar conjuntivite, rinite, faringite, tosse, asma, dor torácica, náusea, vômito e cefaléia, complicando-se com edema e infecção pulmonar. A dermatite do dorso das mãos, regiões interdigitais e punhos pode variar do eritema até uma importante erupção bolhosa. Quando ocorre sensibilização, a erupção é vesicular e pruriginosa, podendo se alastrar para outras áreas que tenham contato com resina. Eles também podem causar anomalias hepáticas.


 

 
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